27 de janeiro de 2009

Instituição UMAR

Para além de textos particulares sobre a VD como temos publicado até agora, falaremos também especificamente sobre as várias instituições de apoio a estas vítimas.
Iciaremos então a falar da instituiçao UMAR.

A UMAR dispõe de diversos serviços a nível nacional, com profissionais técnicas/os contratados/as, em articulação com as/os voluntárias/os e com voluntariado técnico.
A UMAR dispõe da Linha Telefónica SOS Mulher, g
erida pela UMAR - Açores.

No Arquipélago dos Açores, a UMAR desenvolve intervenção nas Ilhas de S. Miguel, Faial, Terceira, Santa Maria, nas vertentes do atendimento, apoio jurídico e psicológico, da formação e de parcerias com várias entidades. Dispõe também de uma casa-abrigo.

Na Península de Setúbal, dispõe de um Centro de Atendimento com serviço de emergência, onde se efectua apoio jurídico, psicológico, social, assim como o acompanhamento de mulheres vítimas e suas crianças. Para além disso, estabelece diversas parcerias (inclusivamente com a Linha 144, outras casas-abrigo e gabinetes de atendimento e diversas instituições). Desenvolve intervenção na área da prevenção junto de crianças e jovens e junto de famílias com situações de conflito. Gere uma casa-abrigo, com capacidade para 18 utentes. Estas actividades são realizadas com o Apoio do Instituto da Solidariedade e Segurança Social - Serviços Locais e Distrital de Setúbal.

Em Cascais, realiza serviço de atendimento em parceria com Câmara Municipal e participa no Fórum Municipal da Violência Doméstica.

Em Lisboa, realiza atendimento e gere uma Casa Abrigo para mulheres vítimas de violência e seus filhos e filhas. Esta Casa recebe mulheres e crianças de todo o país e tem uma capacidade máxima de 40 utentes. Estabelece várias parcerias e é subsidiada pelo Instituto de Segurança Social do Distrito de Lisboa.

No Porto, dispõe de um Núcleo de Atendimento a mulheres vítimas de violência, efectuando apoio psicológico, jurídico e social, tendo parcerias com diversas instituições. O trabalho de prevenção e atendimento é igualmente assegurado por uma equipa de voluntários/as.

Na Guarda, está em preparação a abertura de um Núcleo de Atendimento a mulheres vítimas de violência.



Para mais informações visitem o site da instituição:
www.umarfeminismos.org





O porquê de não denunciarmos estes casos!


Existem muitas razões para a mulher agredida ficar na relação. No entanto, gostar de ser abusada não é uma delas. Muitas mulheres ficam porque são emocionalmente dependentes dos seus agressores, ou não têm trabalho, dinheiro, e nem um lugar para onde possam ir. Elas podem ficar embaraçadas ao admitir que têm sido espancadas, ou que têm problemas na relação. Algumas ficam por questões religiosas, ou por ele ser o pai das crianças, outras amam os seus companheiros ou sentem que eles não podem viver sem elas. Diante disso, é um verdadeiro milagre que tantas vítimas consigam sair e ficar sem a agressão como parte de suas vidas Por exemplo: a polícia muitas vezes - em alguns países - recusa responder aos casos de violência doméstica, ou intervir no que considera “algo privado”.

A lei reforça quase sempre esta tendência ao requerer, por exemplo, a um dos parceiros que deixe temporariamente a casa, até que as coisas se acalmem, deixando a mulher vulnerável à violência. A própria sociedade muitas vezes espera que a vítima denuncie o espancamento como crime. Eles esperam que a mulher pare a violência, e repetidamente analisam as suas motivações para não deixar o agressor, ao invés de se perguntar porque é que o agressor continua a agredi-la, e porque é que a comunidade permite que isso continue. Quando a mulher o abandona ou tenta fazê-lo, o agressor aumenta drasticamente a sua violência, porque é necessário para ele reafirmar o controlo e autoridade.

Não basta culpar, por exemplo, o excesso de drogas e álcool. Os agressores usam o álcool e as drogas como justificativa, e como uma maneira de pôr a responsabilidade pela sua violência em algo exterior a eles. É verdade que existe uma correlação de mais de 50% entre o consumo excessivo destas substâncias e violência doméstica, mas não uma relação causal. Parar com a bebida ou as drogas não vai parar com a violência. Algumas vezes a vítima também bebe álcool e consome drogas (incluindo as utilizadas sob prescrição médica) como um modo inconsciente de cooperar com a violência na sua relação. O companheiro costuma alegar que bate nela por esta viver bêbada ou “alta”, e que queria “dar-lhe uma lição”. O tratamento do uso destas substâncias somente será útil para a vítima quando ela estiver a salvo e não correr mais o risco de ser agredida.

Além da agressão física, a violência sexual também é recorrente dentro de casa. Em torno de 60%, e provavelmente todas as mulheres que sofrem agressão física, são também sexualmente abusadas pelos companheiros. Este abuso inclui o sexo forçado em frente às crianças, o sexo feito com animais e o sexo feito em grupo e ligado à prostituição. De modo algum o violador é sempre um completo estranho. Em torno de 70% dos agressores abusam também dos filhos, fisicamente ou sexualmente. As crianças sofrem por presenciar ao seu pai batendo na sua mãe. Os agressores não são quase sempre bons pais, que devem dividir a custódia de seus filhos. As mulheres que sofrem agressão têm profunda convicção de que podem sofrer uma agressão mais severa ou mesmo ser mortas, caso tentem abandonar a relação com o agressor. Agressores deixam deliberadamente as suas parceiras isoladas, e impedem-nas de trabalhar, de terem oportunidade de educação e hipóteses profissionais. Isto combinado com as desigualdades de oportunidades para homens e mulheres e com a falta de suporte para cuidar dos filhos pequenos, torna excruciante a decisão de sair. Não é, de modo algum, algo simples a saída da mulher de sua casa. Por isso é que devemos sempre tentar ajudar estas pessoas!


A violência doméstica - noções importantes - dados EUA


A violência doméstica (VD) não ocorre somente com pessoas pobres, de baixo nível educacional, em famílias pequenas e “disfuncionais”. Este tipo de violência verifica-se em médicos, ministros, psicólogos e professores que batem em suas esposas.

A agressão existe de igual modo em famílias ricas, brancas, cultas e respeitáveis.

Segundo os dados cerca de metade dos casais nos EUA experimentam violência em algum momento da sua vida em comum. Estes dados também são idênticos em muitos outros países e não, só nos EUA.

Na realidade, nas “disputas” domésticas, um parceiro é espancado, intimidado e aterrorizado pelo outro. Não é um combate mútuo ou duas pessoas em luta ou apenas a discutir, mas sim uma pessoa que domina e controla a outra, e, em quase 95% dos casos, o homem é o perpetrador da VD.

Para poder acabar com este tipo de crime podemos questionar-nos por exemplo sobre: porque é normalmente o homem que é violento nos relacionamentos?

Uma das respostas poderá ser dada através da análise da permissão histórica e legal – nomeadamente a nível do dito”senso comum” - que tem sido dada aos homens para serem violentos em geral, e para serem, especificamente, violentos com as suas esposas e filhos. Existem raros casos de mulheres que batem nos seus parceiros (mas existem). A violência também existe em relacionamentos entre gays e lésbicas nos quais sobreviventes de abuso podem ouvir que a sua situação é rara, ou que estão a viver numa relação inaceitável socialmente, mas isto não torna os factos sobre a violência menos sérios e válidos.

A violência doméstica não é usualmente um evento único, um incidente isolado. Uma vez que a violência começa numa relação, tende a piorar e a tornar-se mais frequente com o tempo. O abuso não é um único ataque físico. É um determinado número de tácticas, como por exemplo, a intimidação, a ameaça, a privação económica, a agressão psicológica e sexual, que são usadas repetida e continuamente. A violência física é mais uma destas tácticas. Alguns especialistas têm, inclusive, comparado os métodos usados pelo agressor com aqueles que são utilizados por terroristas para subjugar seus reféns.

Outro mito a ser combatido é o que generaliza ao máximo de que os agressores são loucos. De facto, apenas uma percentagem extremamente pequena de agressores tem comprometimento a nível mental. A vasta maioria é totalmente normal, e geralmente charmosos, persuasivos e racionais. A maior diferença entre eles e os outros é que eles usam a força e a ameaça para controlar suas companheiras.



Nos EUA uma mulher é espancada a cada quinze segundos.

26 de janeiro de 2009

VIOLÊNCIA CONTRA O DEFICIENTE E O IDOSO


A situação de vulnerabilidade física ou mental do idoso e deficiente é por si só geradora potencial de violência, as limitações mobilizam frustração e sobrecarga dentro do ambiente familiar e contribuem para a eclosão de atitudes de violência psicológica, sexual e negligencia, com as peculiaridades específicas. Uma das mais comuns é a financeira, o uso das aposentadorias pela família e a desatenção das necessidades do idoso, culmina no abandono, além de muitas outras, como maus cuidados de higiene, má nutrição, vestuário inadequado e outros.

O idoso muitas vezes submete-se por não ter como se proteger e por culpa, sente-se um “fardo” para os familiares.

É razoavelmente comuns deficientes serem contidos por cordas, isolados em quartos sem ventilação e falta de estímulo. Ocorre também administração exagerada de medicamentos. São privados de direitos civis, como convívio, privacidade, informação e visitas.

Violência contra mulheres

Em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, coagidas sexualmente e/ou sofreu alguma outra forma de abuso durante a vida. O agressor geralmente é um membro da sua própria família.

A V.D contra as mulheres é o tipo mais generalizado de abuso dos direitos humanos no mundo e o menor reconhecido. A Assembleia Nacional das Nações Unidas, de 1993, definiu oficialmente a violência contra as mulheres como: Qualquer acto de violência de género que resulte ou possa resultar em dano físico sexual, psicológico ou sofrimento para a mulher, inclusive ameaças de tais actos, coação ou privação arbitrária de liberdade, que ocorra em público ou na vida privada”.

A agressão do último parceiro íntimo – também conhecida como V.D, maus-tratos ou espancamento da esposa é quase sempre, acompanhada de agressão psicológica e, de um quarto metade das vezes de coação sexual.

Na violência domestica contra a mulher, o abuso pelo parceiro intimo é mais comummente parte de um padrão repetitivo, de controlo e de dominação, do que um acto único de agressão física. O abuso pelo parceiro pode tomar várias formas como: agressões físicas, abuso psicológico por menosprezo, intimidações e humilhações constantes, coação sexual e comportamentos de controlo, como isolamento forçado da mulher em relação à sua família e amigos, vigilância constante de suas acções e restrição de acesso a recursos variados.